Em seu breve mas marcante pontificado, o Sumo Pontífice Tiago I enfrentou numerosos escândalos provenientes de alguns de seus próprios apoiadores. Com prudência pastoral e zelo pela pureza da Igreja, julgou necessário publicar uma reformulação das normas contidas no Motu Proprio de Urbano III, que estabelecia medidas mais severas nas tratativas dos escândalos sexuais no clero.
Após sua morte, cercada de polêmicas e controvérsias, acendeu-se um acirrado debate sobre a legitimidade de seu governo pontifício, dividindo o juízo dos clérigos - em especial do baixo clero e de presbíteros eméritos ou exonerados.
No entanto, apenas um dia após sua morte, o então antipapa Tiago declarou cessar toda resistência, abandonando a reivindicação pontifícia e deixando seus apoiadores sem um pastor legítimo. Estes, em tentativa de continuidade, erigiram a denominada Administração Apostólica “São Clemente”, em alusão ao Papa Clemente I, que, segundo as tradições, teria declarado-se morto e ressurgido em outro tempo de provação. Todavia, tal administração mostrou-se efêmera, vindo seus membros, em pouco tempo, a aderir ao cisma presente no Habblive Hotel.
Tiago I destacou-se também por ter sido o idealizador da Constituição que deu início à revisão e restauração do Pontifical Romano, texto litúrgico que não sofria atualização desde o pontificado de Paulo II, no ano do Senhor de 2018. Seu sucessor, Clemente II, viria posteriormente a promulgar o novo Pontifical e, em ato subsequente, declarar Tiago I como antipapa.
Durante o pontificado de Bento VI, na revisão das antigas antipapias, a de Tiago I não foi então revogada. No entanto, em justo e prudente juízo histórico e eclesial, Sua Santidade Gregório V, pela Declaração Apostólica Veritas non perit, retirou-lhe oficialmente o título de antipapa, restituindo-lhe a honra de legítimo Pontífice Romano.

